Audiência Pública de 07/06/2018

Paulo Flávio de Macedo Gouvêa, coordenador do Projeto Lama Negra de Peruíbe e autor de tese de doutorado sobre as propriedades da Lama da cidade, explica que a interrupção da extração traz prejuízos financeiros e à saúde das pessoas que faziam tratamento.

“Além de eficaz, o tratamento com a lama negra é extremamente barato, substitui o uso de medicamentos caros e lesivos ao organismo, como os antiinflamatórios, evitando as sequelas provocadas por esses tratamentos, que são ainda mais graves que a patologia inicial”, completou.

O Lamário da Terra da Eterna Juven­­­tude, como é conhecida Peruíbe, justamente pela Lama Negra, atendia a 60 pessoas por dia, muitas de fora, que se hospedavam na cidade por três semanas para cada etapa do tratamento. “Isso afetou o setor hoteleiro. Além disso, a indústria cosmética que comercializa produtos a base de lama negra, está parada e já demitiu funcionários”, lamentou o coordenador.

Jazida era usada pelos indígenas

A jazida da Lama Negra de Peruíbe, considerada uma das maiores do mundo, com volume estimado em 83 mil toneladas, foi descoberta pelos indígenas, e já usada desde o século XVI. Em 1950, foi reencontrada por um médico alemão, que iniciou estudos mas não se fixou na região; em 1970, uma sociedade recreativa e fisioterápica da Lama Negra de Peruíbe chegou a ser criada, também por pouco tempo.

Em 2000, a extração da lama foi iniciada, assim como pesquisas de caráter cientifico e trabalhos desenvolvidos, incluindo viagens a vários países, como Cuba, França, Itália, onde o tratamento com lama negra é bastante popular e estruturado. “O Lamário de Peruíbe iniciou-se com uma compilação desses países e atualmente, desenvolveu uma personalidade própria com o tratamento estruturado, que vem sendo copiado por vários países. Já atendemos a mais de 150 mil pessoas, em 17 anos de trabalho e conseguimos demonstrar, através de estudos e tempo de trabalho, que a Lama Negra tem o poder terapêutico, inclusive de recuperação das articulações acometidas por artrose, faz um trabalho de revitalização dos tecidos do corpo de uma forma geral, trata processos inflamatórios tanto superficiais, de articulação quanto de órgãos internos e é um material absolutamente isento de riscos para a saúde de quem usa”, disse o coordenador do Projeto.

Leia o artigo completo diretamente na fonte:  ALESP –

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO

aqui tem uma palhinha do encontro:

Visite a página sobre o Lamário, no site da Prefeitura de Peruíbe, clicando aqui.

 

 

3 comments

  1. Parabéns! Peruíbe pintando na ALESP (parafrazeando do projeto “Pintando na USP”, muito exitoso também.
    Sobre Lama Negra, já conheço, já uso, sou cliente, compro na Loja Cirene.

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